O VALOR DE NOSSAS MÃOS

Uma bela reflexão que condiz com a nossa vida tão cheia de ocupações, que não atentamos para o que possuímos de mais precioso que é a nossa vida. Esquecemos ou quem sabe, muito envolvidos com os trabalhos e preocupações, não atentamos que devemos ter um encontro com o nosso eu, com o nosso corpo e com isso nos beneficiarmos com o que Deus nos propiciou. Há dois meses me submetei a uma pequena cirurgia na mão esquerda para corrigir um incômodo que me perseguia há meses, a síndrome do túnel do carpo. Ela é causada por esforços repetitivos, trabalhos manuais, e uma série de tarefas que fazem parte de nossa rotina do dia a dia, e que ocorre principalmente em mulheres. Mas também, segundo vi no site do Dr. Drauzio Varella (http://drauziovarella.com.br) existem também causas traumáticas (quedas e fraturas), inflamatórias (artrite reumatoide), hormonais e medicamentosas. Tumores também estão entre as possíveis causas da síndrome.


Quando percebi os sintomas, como dedos dormentes, mão cansada e à noite, quando relaxava a espera do sono a danadinha atacava, não me deixando dormir. Dói o membro todo, você não encontra posição. Apelei para fisioterapia, relaxantes musculares, suspendei por um período as minhas atividades e nada de melhorar, resolvi então, me submeter a cirurgia por videolaparoscopia. Acontece que neste intervalo de espera, me senti inutilizada sem poder executar nada do que gosto de fazer, como: ler, escrever e digitar, fazer meus trabalhos de artesanato. Aí vi a importância das mãos. Como ela nos faz falta quando a deixamos de usá-la por um algum tempo. É muito difícil nos acostumarmos. Portanto, valorizemos tudo o que possuímos e nos estimemos cada vez mais.   
   
                                   O valor de nossas mãos

Meu avô, com noventa e tantos anos, sentado debilmente no banco do jardim, não se movia. Estava cabisbaixo olhando suas mãos. Quando me sentei ao seu lado, não notou minha presença, o tempo passava, então lhe perguntei se estava bem. Finalmente, sem querer incomodá-lo, mas querendo saber como ele estava, lhe perguntei como se sentia. Levantou sua cabeça, me olhou e sorriu. “Estou bem, obrigado por perguntar”, disse com uma forte e clara voz. Não quis incomodá-lo vô, mas estavas sentado aqui simplesmente olhando suas mãos e quis ter certeza de que estivesse bem, lhe expliquei. Meu avô me perguntou: “Alguma vez você já olhou suas mãos? Quero dizer, realmente olhou suas mãos?”
        Lentamente soltei minhas mãos das de meu avô, as abri e as contemplei. Virei as palmas para cima e logo para baixo. Não, creio que realmente nunca as havia observado. Queria saber o que meu avô queria dizer-me. Meu avô sorriu, e me contou uma história. Pare e pense um momento sobre como tuas mãos tem te servido através dos anos. Estas mãos, ainda que enrugadas, secas e débeis tem sido as ferramentas que usei toda a minha vida para alcançar, pegar e abraçar.
        Elas puseram comida em minha boca e roupa em meu corpo. Quando criança, minha mãe me ensinou a juntá-las em oração. Elas amarraram os cadarços dos meus sapatos, e me ajudaram a calçar minhas botas. Estiveram sujas, esfoladas, ásperas e dobradas. Minhas mãos se mostraram inábeis quando tentei embalar minha filha recém nascida.
        Decoradas com uma aliança, mostraram ao mundo que estava casado e que amava alguém muito especial. Elas tremeram quando enterrei meus pais e esposa, e quando entrei na igreja com minha filha no dia de seu casamento. Tem coberto meu rosto, penteado meu cabelo e lavado e limpado todo meu corpo. E até hoje, quando quase nada de mim funciona bem, estas mãos me ajudam a levantar e a sentar, e se juntam para orar. Estas mãos são as marcas de onde estive e a dureza de minha vida. Mas, o mais importante, é que são estas mãos que Deus tomará nas suas quando me levar a sua presença.
        Desde então, nunca mais vi minhas mãos da mesma maneira. Mas lembro quando Deus esticou Suas mãos e tomou as de meu avô e o levou a Sua presença. Cada vez que vou usar minhas mãos penso em meu avô; na verdade nossas mãos são uma bênção. Hoje me pergunto: O que estou fazendo com minhas mãos? Estarei usando-as para abraçar e expressar carinho, ou as estarei brandindo para expressar ira e repulsa aos outros.
         Hoje, demos graças a Deus por nossas mãos, somente aqueles que as têm sabem o valor que elas representam em nossas vidas.
Fonte: www.belasmensagens.com.br

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