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PINCELANDO A MEMÓRIA COM PESSOAS QUE MORAVAM NA RUA SÃO JOSÉ

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          Rua São José nº 750, quarteirão entre Rua São João (hoje Alencar Peixoto) e Rua Santa Luzia, onde vivi a minha infância, adolescência e logo no início do nosso casamento. Nessa época a rua era muito calma, podíamos brincar de correr, de macaca, de pular corda e de rodas, que gostosura. A criançada se divertia pra valer. Tudo mudou, a rua invadida pelos carros não nos permitem ficar um segundo sequer no seu leito, porque corremos o risco de sermos atropelados. Mas, isto no momento não vem ao caso, o que quero mostrar pra vocês, caros leitores, são as senhoras, melhor dizendo as vizinhas amigas com quem convivi quando criança e algumas continuaram vizinhas até a minha idade adulta. Lembro: Dona Izaura Arraes – proprietária de um pequeno ponto de vendas em sua própria  residência, na esquina da Rua Santa Luzia. Costumava sentar na calçada à noitinha numa cadeira de balanço e envolvida num xale de crochê. Naquela época existia o friozinho gostoso a...

AMOR ROXO O NOSSO, NÃO TEM TAMANHO

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                      S entindo-me nostálgica com a aproximação do dia 11, data da sua partida, meu bem, há dois anos. Busco motivos e lembranças de nossa vida a dois que me façam sorrir. E, como faço parte de um grupo,  Coisas do Passado , deparei-me hoje com  uma publicação que diz assim: "Olhem o pirex que minha irmã Terezinha ganhou há 50 anos em seu casamento. Lindo!                             V oei no tempo. Tempo do nosso noivado quando estávamos comprando o enxoval. E esta louça foi a que compramos para a nossa casa. Lembranças, quantas lembranças me chegaram. Tá vendo, como ainda me lembro de cada detalhe. Você no final do expediente no sábado, que nessa época foi criada a Semana Inglesa, expediente até ao meio dia, e, me pegava na Lojas Credilar. Pra que, amor? Não diga que esqueceu! É o que tá pensando mesmo! As nossas condições financei...

LEMBRANÇA DE PETROLÂNDIA

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                            Nas nossas viagens que fizemos à Paulo Afonso sempre entravámos na cidade de Petrolândia e dávamos um rápido giro pelo centro da cidade. Mas, quando eu via uma loja de R$1,99, dizia logo: "Procura um lugar para estacionar, meu bem, preciso entrar naquela loja", e apontava! Sempre encontrava novidades e como me satisfazia.                            No porta-malas colocava uma pá, um balde grande de plástico, luvas e um paninho para limpar as minhas mãos. Qual o motivo de levar estes apetrechos? Era para catar seixos na beira do Rio São Francisco. Daniel parava o carro na orla, ficava sentado nas pedras e na mureta, e , eu descia com a pá e o balde na mão e enchia de pedras lindas. Daniel, olhava pra mim e dizia sorrindo: "Eita mulher que apronta! Tá bom, já tem demais, vai ficar pesado pra levar até ao carro." Pegávamos...

UNIÃO PERFEITA, ZECA MARQUES E MARIA ALMEIDA

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                  Meus sogros, Zeca Marques e Maria Almeida, viveram uma linda história de amor, durante 72 anos. O casamento se deu muito simples em uma manhã do dia 21 de junho de 1938. O casamento não contou com a aprovação do pai da noiva, mas apesar do empecilho aconteceu. E a Renovação do Coração de Jesus e de Maria escolheram esta mesma data, porque aproveitariam para comemorar o aniversário de casamento e a Renovação. Os familiares e vizinhos sempre participavam deste momento singular. Lia Marques, irmã de seu Zeca era quem a tirava, mas quando sofreu a queda não teve mais condições e, me entregou a missão de rezar, e assim o fiz por alguns anos. Hoje comemoram no céu 83 anos de casados. felizes eternamente!    

UM ANO E ONZE MESES QUE VOCÊ PARTIU, MEU AMADO

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                            Meu bem, estes dias estava pensando na viagem que fizemos para Caruaru e caímos na besteira de subir o morro do Bom Jesus, que fica uma igrejinha lá no alto. Lembra da burrada que a gente ia cometer. A medida que avançávamos na escadaria do morro às pessoas ficavam nos observando da porta de suas casas. Nem percebemos que era um lugar perigoso, um lugar de risco. De repente, um jovem de bicicleta, chega pra nós e avisa: "Não continuem a subida, porque este lugar é de assaltantes, de marginais e estão sempre de tocaia lá em cima para assaltar os turistas. Ouvindo isso, a nossa vontade era de correr, mas correr como se estávamos praticamente encurralados. Aparentava a serra do Horto, com uma escadaria que parece que não tinha fim. O que fazer, então? Enfrentar. Você ficou um pouco atrás, já cansado, e eu, um pouco à frente abrindo o caminho. Quando saímos do perigo, que a nossa respiração vo...

SAUDADE DO MEU AMOR!

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                  Hoje a saudade bateu forte à minha porta, querendo conversar comigo sobre você e, sobre o nosso amor.                  Sinto o meu ambiente ser invadido com a sua presença para me consolar, me abraçar e se fazer presente em mim. As flores da nossa vivenda são adubadas com o nosso carinho e florescem todos os dias com flores e rosas juntinhas, dando-nos a entender, que sentem e presenciam a aura do amor fecundo, do amor único, do amor eterno e significativo que vive por aqui.                                                         

LEMBRANÇAS E FATOS COM O MEU AMOR

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                                                 A saudade bateu muito forte, hoje. Mas com a armadura que carrego que é, a minha fé, surge de repente, em meus pensamentos um momento que tu e eu vivemos. Veio-me a lembrança de um fato bem engraçado que aconteceu com a gente. Acredito que vocês devem saber que a cor dos meus cabelos, eram castanhos. Próximo do nosso casamento Daniel pediu que mudasse a cor do meu cabelo porque ele gostava de loura. Assim o fiz! Como ele ficou satisfeito, cabelos longos e louros. O incômodo de pintar de dois em dois meses, resolvi, então, voltar à minha cor natural. Fui ao salão de minha prima, Edna, sem lhe comunicar e, voltei a ser morena. Quando ele me viu mudada não fez muita festa quando cheguei, apenas disse: Foi arrumar o cabelo, hein! Tá bom! Passado, alguns dias, ele chegou perto de mim e falou assim: "Tô com tanta saudade ...